Echolilia: conversa fotográfica de um pai com seu filho autista

Postado em 10 mai, 2013 - Psicologia

1Timothy Archibald durante 3 anos fotografou o filho mais velho, diagnosticado com autismo, e, deste projeto, nasceu o livro “Echolilia: Sometimes I Wonder  Contudo, hoje o pai não se preocupa tanto com o diagnóstico ou com o peso da palavra autismo. Ele está somente focado no que realmente importa: a relação entre os dois.

Mas o que é o autismo? Já falamos um pouco sobre o diagnóstico neste post. O diagnóstico do Autismo e de outros quadros do espectro são obtidos através de observação clínica e pela história referida pelos pais, assim, não existem marcadores biológicos que definam o quadro. De acordo com o DSM o Transtorno do Espectro do Autismo deve apresentar déficits clinicamente significativos e persistentes na comunicação social e nas interações sociais, déficits expressivos na comunicação não verbal e verbal usadas para interação social; falta de reciprocidade social; incapacidade para desenvolver e manter relacionamentos de amizade apropriados para o estágio de desenvolvimento. Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades e os sintomas devem estar presentes no início da infância, mas podem não se manifestar completamente até que as demandas sociais excedam o limite de suas capacidades.

Voltando ao projeto de Timothy Archibald, em uma entrevista para o blog Callin Pantall, o fotógrafo e pai fala da escolha do nome “Echolilia” que é uma grafia alternativa de um termo mais comum, “ecolalia”, usado na comunidade autista para referir-se o hábito de repetição verbal e cópia que é comumente encontrada no comportamento de crianças autistas.

“No outono de 2007 meu filho Eli estava com 5 anos e ele realmente estava deixando minha esposa e eu loucos. Seu comportamento estranho não fazia sentido, enormes crises de birra que era como se fosse uma tempestade, parecia que iria explodir toda a casa, as queixas e preocupações dos professores e dos cuidadores dele… tudo na minha vida naquele momento era voltado para Eli.”

Foto: Timothy Archibald

Foto: Timothy Archibald

Segundo Timothy, seus projetos de fotografia são utilizados como uma fuga da vida real na qual gosta de se infiltrar nas outras culturas e aprender com elas. Sobre o livro com as fotos do filho declara:

” O livro (Echolilia) foi apenas o final da corda, eu comecei a tirar fotos das coisas que ele criou, fotos dele, de suas provas e de seu comportamento em nossa casa. Eu pensei que talvez eu visse algo ou entendesse alguma coisa. Eu realmente não sei.  Ao tentar escrever, muitos dizem: “escreve o que você sabe”. Então, nesse caos doméstico,  tentei fotografá-lo.”

 

 

 

Confira algumas fotos e toda a singularidade captada pelo fotógrafo!

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Foto: Timothy Archibald

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Foto: Timothy Archibald

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Foto: Timothy Archibald

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Foto: Timothy Archibald

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Foto: Timothy Archibald

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Foto: Timothy Archibald

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Foto: Timothy Archibald

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Foto: Timothy Archibald

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Foto: Timothy Archibald

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Foto: Timothy Archibald