De noiva a mãe - Pré-Natal Psicológico

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No momento em que uma criança nasce, a mãe também nasce. Ela nunca existiu antes. A mulher existia, mas a mãe, nunca. Uma mãe é algo absolutamente novo. (Rajneesh)

Ter um filho caracteriza-se por uma experiência única, o que há tempos atrás era apenas tida como uma consequência natural do curso da vida, mas hoje, com todas as mudanças no papel da mulher diante a sociedade, sabe-se que não é apenas uma simples consequência e sim uma escolha  para a vida toda.

 A gravidez constitui um período de transição no ciclo vital da mulher em que ocorrem mudanças complexas em diversos âmbitos:

  • fisiológico;
  • socioeconômico;
  • familiar;
  • psicológico.

Sendo assim, este período necessita de novas adaptações, reorganizações intrapsíquicas e interpessoais para o casal. Mesmo que as alterações que ocorrem durante a gestação sejam comuns a todas das mulheres,  a forma com que cada mulher reage varia de acordo com a personalidade, circunstâncias em que ocorreu a gravidez, relação com o parceiro, repercussões que a nova situação desencadeou entre outros fatores.

Ninguém nasce  mãe e, embora seja como filhos que todos “nasçamos”, a filiação e a maternidade não são, entre os seres humanos, processos intrinsecamente biológicos, propriamente naturais ou instintivos, sendo assim a crescente necessidade de compreender os aspectos psicológicos que permeiam o período grávido-puerperal, principalmente quando pensamos aos aspectos e esforços no relacionados à humanização do parto. Neste ponto, nem sempre a mulher grávida é compreendida, ao apresentar por exemplo sono em demasia, vontades incontroláveis de comer certos tipos de alimentos ou baixa auto-estima.

Neste momento podem surgir muitos sentimentos contraditórios, e mesmo que a gravidez seja esperada, planejada o medo daquela situação, até então desconhecida, aparece apesar de toda a felicidade do momento. Quando a gravidez é inesperada, este medo junta-se com o de contar para família e companheiro. Sendo portanto, comum aparecer nos pais e mães inseguranças, dúvidas, receios, angústias, ansiedades, além do medo do desconhecido. Tudo isso propicia alterações emocionais e comportamentais ao casal, principalmente à mulher.

Neste contexto, tão importante quanto o pré-natal com o ginecologista é o acompanhamento psicológico durante a gravidez. podemos dizer que o atendimento pré-natal é caracterizado como um programa de assistência psicológica à gestante e/ou casal.

Durante o pré-natal psicológico o casal é acompanhado por uma psicóloga especializada na gestação e puerpério (ou mais caso seja necessário) com os objetivos gerais de:

  • preparar o casal para a maternidade e paternidade,
  • promover uma postura ativa da gestante durante a gestação e parto,
  • contrapor o  idealizado e a realidade com ênfase nos conflitos reais que surgem das idealizações da família perfeita mostrada nos comerciais da televisão e revistas,
  • a integração do casal com o fortalecimento e criação do vínculo propiciando um ambiente mais tranquilo para a chegada do bebê,
  • minimizar o risco de depressão pós-parto e psicose puerperal.

Os objetivos específicos são muito individuais e por isso são definidos após uma conversa com o casal.

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