Por que Santo Antônio é considerado o Santo casamenteiro?

Postado em 13 jun, 2013 - Dicas Noivas

Fonte: Google Imagens

Santo Antônio é um dos mais populares do país, segundo a CNBB. Frade franciscano ganhou fama por pregar de forma simples aos mais humildes.

Seu nome de batismo era Fernando Bulhões, mas foi como Antônio de Coimbra ou Antônio de Pádua, como alguns preferem chamá-lo, que Santo Antônio ganhou popularidade entre católicos de todo o mundo. O frade, que nasceu em Lisboa em 1195, mas viveu durante a maior parte de sua vida em Pádua, na Itália e faleceu aos 36 anos, foi canonizado um ano depois de morrer e tem seu dia comemorado em 13 de Junho.

Santo Antônio começou sua trajetória religiosa na Congregação dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho, em Lisboa, mas em pouco tempo se sensibilizou com a causa franciscana e decidiu se tornar missionário. Ao entrar na Congregação dos Franciscanos, onde recebeu o nome de Antônio de Coimbra, o frade foi pregar o evangelho na África, mas por motivo de doença teve que retornar.

Um problema no navio em que estava obrigou Santo Antônio a ficar na Itália, país onde conheceu São Francisco de Assis. Santo Antônio então dedicou sua vida religiosa a pregar para os humildes na Europa e seus sermões ficaram conhecidos pela simplicidade e clareza.

No tempo em que Santo Antonio viveu, a organização política era muito diferente da que temos hoje. Vivia-se a Idade Média, e a divisão política não era formada de países soberanos. Cada cidade tinha seus líderes e eles exerciam esta autoridade naquela cidade e nas redondezas. Algumas cidades estavam ligadas à autoridade do Papa, enquanto outras estavam ligadas ao Imperador do Sacro Império.

Frei Antonio não se interessava muito por tudo isso, mas ficava preocupado quando via injustiças. De uma atitude de frei Antonio numa situação dessas é que vem a sua fama de Casamenteiro, ou Protetor dos Matrimônios

Existem algumas lendas sobre a origem dessa fama, entre elas as duas que são mais conhecidas. A primeira tem origem em Pádua, cidade na Itália em que o franciscano passou a parte final de sua vida. Na época, as leis do município eram ditadas pelo poderoso latifundiário Ezzelino Romano, um tirano que havia decretado que os casamentos só poderiam acontecer entre pessoas do mesmo nível social, ou seja, ricos só podiam se casar com ricos e pobres só podiam casar entre si. A população revoltada com a situação, contou com o auxilio de santo Antônio, que enfrentou o poder do déspota em praça publica. O religioso foi tão contundente em seu discurso que Ezzelino foi obrigado a revogar o decreto.

Reza a lenda também que, certa vez, em Nápoles, havia uma moça cuja família não podia pagar seu dote para se casar. Desesperada, a jovem – ajoelhada aos pés da imagem de Santo Antônio – pediu com fé a ajuda do Santo que, milagrosamente, lhe entregou um bilhete e disse para procurar um determinado comerciante. O bilhete dizia que o comerciante desse à moça moedas de prata equivalentes ao peso do papel. Obviamente, o homem não se importou, achando que o peso daquele bilhete era insignificante. Mas, para sua surpresa, foram necessários 400 escudos da prata para que a balança atingisse o equilíbrio. Nesse momento, o comerciante se lembrou que outrora havia prometido 400 escudos de prata ao Santo, e nunca havia cumprido a promessa. Santo Antônio haveria fazer a cobrança daquele modo maravilhoso. A jovem moça pôde, assim, casar-se de acordo com o costume da época e, a partir daí, Santo Antônio recebeu – entre outras atribuições – a de “O Santo Casamenteiro”.

Apesar de não ter em seus sermões nada específico sobre casamentos, Santo Antônio ficou conhecido como o santo que ajuda mulheres a encontrarem um marido. A fama ganhou popularidade porque, em uma sociedade onde as mulheres eram, em geral, marginalizadas, Santo Antônio ajudava moças humildes a conseguirem um dote e um enxoval para poderem se casar.

De Lisboa ou de Pádua, é por excelência o Santo “milagreiro”, “casamenteiro“, do “responso” e do Menino Jesus. Padroeiro dos pobres é invocado também para o encontro de objetos perdidos. Sobre seu túmulo, em Pádua, foi construída a basílica a ele dedicada.

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Os Lírios de Santo Antônio: O Lírio na mão do santo não é exclusivo da imagem de  S. Antônio. Conta- se que na sua juventude sofreu forte tentação contra a pureza,  vencida com a penitência e a graça de Deus. Por isso temos a Cruz que floresceu  em lírios. O lírio representa a virtude da pureza e a vitória sobre a tentação e  sobre todo mal. O lírio é símbolo do amor consagrado ao Senhor, amor que  exige renúncia. 

Inúmeras crenças e simpatias surgiram principalmente no Brasil, ainda hoje manejadas para fazer uma união dar certo, abandonar a vida de solteiro ou trazer a pessoa amada de volta.

SIMPATIA SANTO ANTONIO: para arranjar namorado. Comprar uma pequena imagem de Santo António. Virar o Santo Antônio de cabeça para baixo, dentro de um copo com água, dizendo que o porá de pé quando tiver arranjado namorado.

SIMPATIA SANTO ANTONIO: para arranjar namorado.
Comprar uma pequena imagem de Santo António. Virar o Santo Antônio de cabeça para baixo, dentro de um copo com água, dizendo que o porá de pé quando tiver arranjado namorado.

Fontes de pesquisa:

http://www.paroquiasantoantonio.org

http://www.paroquiasantoantonio.org.br

http://paroquiamatrizsantoantonio.com.br

http://g1.globo.com/

http://pnld.moderna.com.br