O que postamos nas redes sociais?

Postado em 23 jul, 2013 - Dicas Gestantes, Dicas Mamães, Dicas Noivas

62318_3229102782958_486104480_nHoje logo cedo me deparei no Intagram da Aninha Miranda (@aninhamirandastylist) com a seguinte pergunta: “Você sabe qual é a imagem que você está transmitindo por meio das suas redes sociais? Pense nisso!”

No momento que li fiquei pensando na quantidade de perfis para visualização pública tanto no Instagram, Facebook, Twitter, Orkut, Flickr, Tumblr, Linkedln ou nos blogs pessoais que passam a ser “profissionais”, o quanto a vida pessoal está sendo exposta.

Esta exposição faz parte de duas faces de uma mesma moeda. Por um lado, há a diversão, a possibilidade de manter contato com amigos e parentes que não estão próximos e a troca de experiências que é enriquecedora. Por outro lado, observo que muitas pessoas extrapolam e perdem a noção do que é público e do que é privado, do que é opinião pessoal e do que é a ciência baseada em evidências. E neste ponto, o grande problema é quando as dicas baseadas em experiências pessoais passam a ser generalizadas, já que nem sempre tudo o que consta nas redes sociais podem ser expandido a qualquer pessoa. E nesta “nova onda”  surge o hábito postar dicas em assuntos diversos, compartilhando e extrapolando esse momento único e pessoal para o coletivo.

Me espanta ainda, que mesmo sabendo que sua rede social é aberta, que qualquer um pode olhar, copiar, e opinar, muitas pessoas se sentem ofendidas e magoadas por opiniões que não vão de encontro com o que elas pensam. Neste momento para mim (opinião pessoal) vale o proverbio “Quem está na chuva é para se molhar”, ou seja, colocou sua opinião sem um embasamento teórico que o sustente e recebeu criticas contrárias ao que esperava, aceite, isto faz parte do lado da moeda de se expor.

Se você optou por uma determinada experiência, como compartilhar momentos de sua vida em família ou opiniões pessoais, deve assumir todas as consequências decorrentes desta escolha.

Um outro ponto que me chama a atenção, é que muitas vezes as pessoas não conseguem perceber que o perfil pessoal interfere diretamente no seu perfil profissional, por isto é importante  pensar bem no que se escreve, nas fotos e comentários que se coloca nas redes sociais, mesmo que seja “apenas” no seu perfil pessoal. Quem você é na essência e sua vida profissional nunca estarão dissociadas!

Não sou contra a internet nem das redes sociais, muito pelo contrário, estou aqui também expondo opiniões e o meu trabalho!! A internet é uma ferramenta incrível que permite a distribuição em larga escala de informação, já que antes da internet, qualquer tipo de informação precisava vir em um meio material, físico, seja um livro, um disco ou até mesmo um disquete de um programa de computador, hoje a informação circula livremente pela rede e é capaz de atingir um grande número de pessoas.

Mas, o que vejo é uma proliferação momentânea de pessoas que tornam-se “referências”  na internet, mas acredito também como diz Gilberto Dimenstein, que com o tempo o ruído será decantado, ficando como referência apenas aqueles que realmente apresentam conteúdo e bom senso.

 Bem, vou ficando por aqui mas deixo um um post que vi a algum tempo e que a frase da Aninha Miranda me fez lembrar… E cuidado com o que é postado em suas redes sociais e a imagem que você está transmitindo!!

 Não aguenta mais aqueles pais babões compartilhando tudo dos filhos nas redes sociais? Leia isso!

Internet

“Fotos de bebês e crianças fazendo bebecices, criancices e fofices ilimitadas = a Timeline do seu Facebook e Instagram em um dia qualquer. Todo mundo aqui sabe que poucas coisas fazem pais mais felizes do que mostrar pro outros as fotos de seus filhos. Antigamente (leia-se, há 5 minutos), as pessoas guardaram um 3×4 ou uma foto da última festinha de aniversário do filho na carteira. Hoje, elas espalham essas imagens pela rede social mais perto de você. Chegamos à era do “Sharenting”, como batiza este texto do Guardian fazendo uma combinação entre a maternidade/paternidade (“parenting”) e o compartilhamento non stop (“sharing”).

Quando a internet bateu na nossa porta, pediu licença e se aboletou em nossas casas, a grande preocupação no tópico crianças era não deixá-las ter acesso ao tanto de pornografia e imagens pesadas que a gente bem sabe que circulam fácil fácil por aí. O medo era: não deixar que as crianças “vejam”. Hoje, ao visualizar uma primeira geração de bebês que são filhos de quem já cresceu adaptado a colocar tudo da vida na internet, talvez um dos maiores problemas seja justamente o oposto: não deixar que as crianças sejam excessivamente vistas. Já tem aplicativo que substitui fotos de crianças por qualquer outra “coisa” que você achar melhor, e blog que faz zuera com posts absurdos de pais.

E esse “oversharing” de menino pequeno na TL levanta sérias questões e pode se tornar um grande problema…

Por motivos de:

Privacidade - Vocês devem saber por aí que a internet também é conhecida como Terra de Ninguém e que a coisa mais fácil do mundo é alguém usar uma imagem online para qualquer tipo de coisa. E por “qualquer tipo de coisa”, sim, incluímos aí aquelas páginas da Deep Web com pornografia infantil. Portanto, como já dissemos antes e voltamos a lembrar: Não saiam por aí publicando fotos de seus filhos pelados.

Falta de lembrança – Imaginem vocês que até muito pouco tempo (há 7 minutos, talvez), toda lembrança que a gente guardava da infância estava em álbuns de fotografia (se você foi criança na época em que a fotografia digital não existia, certamente tem menos registro fotográfico do que quem nasceu pós a decadência da Kodak) e naquilo que nossos pais diziam que a gente fazia. Havia, de toda forma, um espaço pra gente construir uma ideia de nossa infância, porque memória não é exatamente um registro, mas uma lembrança do que imaginamos que vivemos. Com todas essas fotos de bebês que vemos na TL, cresce uma geração que não vai se esforçar para criar sua memória. E a lembrança, essa narrativa que escrevemos em nossas cabeças, será substituída por uma conta do Instagram.

Vaidade estranha – Com toda essa obsessão #minhavidaéincrível em sair espalhando pra meio mundo de gente que seu arco-íris tem mais cores, que seu sorvete é mais gelado e que seu sorriso tem mais dentes, cair na tentação de usar um filho de “troféu” é grande. Afinal de contas, foto de criança sendo criança na internet rende muito mais “likes” que a imagem do seu café da manhã. A questão é: ganhar dinheiro com Boo, o cachorro mais amado da internet, tudo bem. Só tente entender se você está usando dessa mesma lógica com seu filho.

Formação - Pense que daqui a pouco essas crianças vão crescer e começar a entender que o mundo e a realidade que elas vivem só vai valer se elas registrarem aquilo numa imagem. Sim, porque excesso de cliques em cima do rosto de uma pessoinha pode ensinar coisas estranhas a ela.

Portanto, pais, #FicaADica: antes de postar a próxima foto do seu filho em alguma rede, pare e pense até que ponto isso é de fato um momento de registro ou uma exposição desnecessária de quem ainda não tem idade pra dizer: “menos”.”