Casamento: suas dimensões

Postado em 16 set, 2013 - Dicas Noivas, Psicologia
Fonte: Google Imagens

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Já falamos anteriormente sobre as expectativas e idealizações no casamento e sobre a comunicação e sua influência na relação, e podemos perceber que para uma relacionamento manter-se vivo é necessário mais do que só o amor. O amor é necessário, mas não é suficiente para sustentar uma relação afetiva.

“Amor é o que o amor faz”, James C. Hunter.

Ou seja, amor é a ação, é  comportamento, não o sentimento sem ação, sem movimento. Todo o comportamento do casal precisar ser  envolvido no amor sob a forma da ação.

É preciso também, que o casal saiba respeitar, admirar e compartilhar, um com o outro, seus projetos, sonhos, realizações, frustrações e, acima de tudo, confiar cada um em si mesmo e no outro.

Saber lidar com divergências sem ter de brigar faz parte das competências do convívio a dois. Sendo importante seguir uma etiqueta de casamento e convívio, que preserve o casal e estabeleça a conexão com o parceiro; manter boas maneiras propicia o aumento da taxa de satisfação no casamento.

A constituição e a manutenção do casamento contemporâneo são influenciadas pelos valores do individualismo. Os ideais contemporâneos de relação conjugal enfatizam mais a autonomia e a satisfação de cada cônjuge do que a conexão entre eles.

O casal contemporâneo é confrontado, o tempo todo, por duas forças paradoxais, por um lado os ideais individualistas estimulam a autonomia dos cônjuges, enfatizando que o casal deve sustentar o crescimento e o desenvolvimento de cada um, por outro, surge a necessidade de vivenciar a conjugalidade, a realidade comum do casal, os desejos e projetos conjugais.

Singly (1993), ao ressaltar as características individualistas da família e do casal contemporâneos, enfatiza a importância da qualidade das relações estabelecidas entre os seus membros. A relação conjugal vai se manter enquanto for prazerosa e “útil” para os cônjuges. Valorizar os espaços individuais significa, muitas vezes, fragilizar os espaços conjugais, assim como fortalecer a conjugalidade demanda, quase sempre, ceder diante das individualidades.

No laço conjugal, surge portanto, a necessidade de interdependência e a negação desta necessidade criando tensões internas. Sendo neste momento preciso ser “um” em sendo “dois”. E para superar as divergências, aconselha-se ouvir o outro e construir um caminho junto ao cônjuge, aquele que contemple o consenso.

E para um melhor entendimento dos fatores que influenciam a conjugalidade, Luiz Hanns, apresenta no livro “A Equação do Casamento”, seis dimensões presentes na estrutura de qualquer relação amorosa. A partir dela, s  propõe que você reflita sobre o seu casamento e busque mudanças efetivas.  As perguntas que a equação proposta pelo autor, procura responder são: a) o que leva você e seu parceiro a quererem permanecer casados?; b) e com que grau de satisfação?; c) e como você pode se posicionar em relação aos eventuais problemas?

As seis dimensões da Equação do Casamento
- Compatibilidade psicológica + = Grau de satisfação do casamento
- Saber conviver a dois +
- Graus de consenso +
- Atração e vida sexual +
- Ciclos de vida, pressões e frustrações externas +
- Vantagens de permanecer casados

Essas seis dimensões se influenciam mutuamente e se somam. Em tese, qualquer uma delas pode estar tão prejudicada que inviabiliza o casamento; ou, ao contrário, ela pode ser tão satisfatória que compensa deficiências nas outras áreas.

Fontes de pesquisa:

Casamento contemporâneo: o difícil convívio da individualidade com a conjugalidade