A influência da Rainha Vitória, da Inglaterra, na história do casamento

Postado em 30 abr, 2013 - Dicas Noivas

[denoivaparamae]_post_06A história do vestido está ligada à própria origem do casamento, que surgiu com o objetivo de legalizar uma unidade familiar, seja para a legitimação dos filhos e da herança, o estabelecimento de alianças entre famílias e clãs ou a reunião e troca de bens e riquezas. Por isso, esqueça a visão romântica. Vale lembrar que em alguns povos o casamento era um ato mais comercial que de amor. Durante muito tempo, e por sua importância socioeconômica, foi considerado impróprio deixar os corações falarem mais alto.

De início, os vestidos das noivas eram de cores variadas, contanto que os vestidos fossem suntuosos, luxuosos. Até porque o casamento era visto como um arranjo comercial e o vestido da noiva servia justamente para mostrar à sociedade que as famílias tinham posses. Segundo Míriam CostaManso,  professora do curso de Design de Moda da Universidade Federal de Goiás, “os vestidos podiam ser de qualquer cor, inclusive muito se usou vermelho em épocas mais remotas, como na Idade Média (entre 476 d.C. e 1453 d.C.).”
Mas, foi com o casamento da Rainha Vitória, em 1840, que se divulgou o uso do vestido branco para as noivas. Em 20 de junho de 1837, com apenas 18 anos, Vitória ascendia ao trono de Inglaterra por morte do seu tio Guilherme IV, que não deixara descendência, dando início ao mais longo reinado da história da Inglaterra e um dos mais famosos, que inclusivamente deu nome a uma era britânica, a Vitoriana.
Quando subiu ao trono, Vitória era uma estranha para os seus súbditos, mas à sua morte tinha construído uma reputação e respeito que extravasava as fronteiras do mundo britânico. De início, Vitória foi guiada, política e socialmente, pelo Primeiro Ministro Whig, William Lamb (1834, 1835-41), 2.° visconde de Melbourne, que manteve sobre ela grande influência até se casar com o seu primo Alberto, Príncipe de Saxe-Coburgo-Gotha, em 10 de maio de 1840. O casamento modificou completamente a sua vida, pois lhe trouxe mais alegria de viver, apesar de durar apenas até 1861.
A Rainha Vitória foi a primeira nobre a se casar por amor e escolheu um vestido e véu brancos, tendo a cabeça adornada por flores de laranjeiras e sem coroa. A história de soberania do amor correu as cortes europeias e todas queriam imitá-la, pelo menos no uso do branco e é por isso, que o branco foi instituído como a cor da noiva.

Foi também a Rainha Vitória que usou pela primeira vez uma das música mais tocadas em cerimônias de casamento é a marcha nupcial de Felix Mendelssohn, para a entrada da noiva. A partir desse momento a marcha nupcial de Mendelssohn, que foi composta para uma apresentação teatral, tornou-se uma das principais músicas utilizadas nas cerimônias de casamento no mundo ocidental.

Podemos dizer então que foi a Rainha Vitória que inaugurou o visual de noiva mais eleito até hoje, ao se casar de branco. Também acrescentou ao seu traje nupcial um véu – detalhe, na época, proibido para rainhas, que para provarem suas identidade e soberania, nunca deveriam cobrir o rosto. Com a chegada da burguesia, o vestido branco ganhou novo significado: o da virgindade.
Para quem quiser saber um pouco mais sobre a rainha Vitória, a realeza britânica lançou um site com 43 mil páginas de 141 volumes dos diários da rainha Victoria escritos entre 1832 e 1901. O portal, inaugurado no dia do 193º aniversário de nascimento da rainha Vitória.
Além de conferir “The Young Victoria”, filme dirigido por Jean-Marc Vallée com Emily Blunt e Rupert Friend.
Fontes de pesquisa: