Dia nacional do livro infantil

Postado em 18 abr, 2013 - Dicas Mamães

e um livroO Dia Internacional do Livro Infantil é  celebrado no dia 2 de abril, é uma homenagem ao aniversário do escritor Hans Christian Andersen. Já no Brasil, 18 de abril, o dia do nascimento de Monteiro Lobato,  marca o Dia Nacional do Livro Infantil. O dia foi escolhido pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2002, e instituído pela Unesco (United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization) do Brasil.

José Bento Monteiro Lobato nasceu em 18 de abril de 1882, em Taubaté (SP). Monteiro Lobato é o criador de personagens da literatura infanto juvenil brasileira, sobretudo os do “Sítio do Picapau Amarelo”, que povoam o imaginário de crianças de diversas gerações.

O livro faz toda a diferença na formação de uma criança. Embora estejamos na era da informática, as histórias infantis fazem a criançada viajar num mundo de fantásticas aventuras e encantam todas as idades.
Estamos vivendo na era da tecnologia, onde tudo muda muito rápido e como não poderia ser diferente, a tecnologia também tem afetado as crianças e adolescentes que se encantam com os “novos brinquedos” e passam horas conversando com seus amigos virtuais, vivendo dúzias de perfis e avatares online, lendo notícias no instante em que o fato acontece, criando hipertextos e blogs e zapeando na internet.
Este é o tema abordado no livro infantil “É um livro” de Lane Smith, Editora Companhia das Letrinhas

“Com a invenção dos e-books, e a proposta de revolução que trazem consigo, surgem inúmeras dúvidas a respeito do futuro do livro.

Muitos aproveitam essa onda para reafirmar seu amor às letras impressas em papel, e dizem que o livro é uma espécie de deus grego: não morre nunca. Sem enveredar pelas malhas da vidência, mas deixando claro que um livro é um livro e isso basta, Lane Smith criou uma história ilustrada, tanto para crianças quanto para adultos, sobre o nosso velho e bom – e amado – livro. Aquele que, ao contrário dos produtos eletrônicos, não apita, não interage, não conecta nem retwitta. Mas que, só pela emoção da narrativa e das imagens, prende a atenção (e ainda rouba o coração) de qualquer um.”

Diante da globalização mundial não se pode fugir do virtual, ou seja, da realidade perceptual que disponibiliza sons, imagens e sensações, criados exclusivamente pela ação ou uso do computador, na vida das crianças. Hoje elas aprendem a usar todos os aparatos tecnológicos muito cedo. Dentre estes os “livros” virtuais.

Ficamos então com a perguntar se o livro digital irá matar o “livro analógico”. Assim como, o vinil morreu, o CD morreu, o VHS e o DVD morreram, levando junto as locadoras de vídeo. O jornal morreu, só esqueceram de enterrar. Por que tanta gente custa a acreditar que os livros vão morrer também, soterrados pela revolução digital?

Bem, eu sou uma dessas pessoas que acreditam que os livros não vão morrer. A tecnologia é muito importante e traz muitos benefícios. Podemos pensar na facilidade de comprar um aparelho e aí baixar qualquer livro de um catálogo de mais ou menos 20 mil títulos, por enquanto quase todos em inglês. Com a vantagem de que se pode fazer isso de qualquer lugar, pela rede 3G. Além de pensar que em um pequeno aparelho de mais ou menos 400 gramas cabem 1 500 obras, a economia de espaço, a facilidade de levar para qualquer lugar é inegável.

Contudo a maioria dos tablets possuem a tela de lcd. E vamos considerar que não dá para ler um romance inteiro em uma telinha dessas. Nossos olhos vão implorar para que largue o tablet e tente um livro de verdade.

Ou seja, acho que o fim dos livros impressos não está próximo e nem será rápido, como foi a extinção dos discos de vinil e o surgimento do CD.

E concordo com a opinião de Pedro Herz:

“Acho o e-reader uma ferramenta fantástica, mas daí a virar o substituto do livro… Já vi esse filme antes, já vi o VHS chegar e dizer que ia acabar com o cinema. Já vi, na Feira de Frankfurt, dizerem que o mundo ia virar CD-ROM, e o mundo não virou CD-ROM. Dois anos depois não se falava nisso, as editoras me falavam: “Pô, perdemos um dinheirão, admitimos um monte de gente e não deu em nada”. A sensação que eu tenho é que a gente está vendo uma nuvem, que vai passar. Pode ser que chova, mas, num curto prazo, não vai acontecer nada.”

Livros continuarão existindo!!!