Consciência fonológica e aquisição da leitura e escrita – parte 2

Postado em 23 abr, 2013 - Dicas Mamães, Psicologia
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Estudos realizados na Alemanha, Austrália, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, Inglaterra, Noruega e Suécia evidenciam a importância de procedimentos que visam ao desenvolvimento da consciência fonológica para o sucesso da alfabetização. Estes procedimentos têm efeitos maiores sobre as habilidades de leitura e escrita quando são associados a instruções de correspondência grafo-fonêmica (Bradley & Bryant, 1983; Ball & Blachman, 1991). Este fato deve-se ao princípio alfabético, segundo o qual a escrita alfabética não representa o significado diretamente como um ideograma, mas, indiretamente, por meio do mapeamento dos sons da palavra falada que representa aquele significado (Capovilla & Capovilla, 2003). Desta forma, pode-se dizer que a tomada de consciência de que a fala possui uma estrutura fonêmica é necessária para a aquisição da leitura, já que esta estrutura permite utilizar um sistema gerativo que converte a ortografia em fonologia (Alegria, 1997).

A importância da leitura fonológica nos estágios inicias da leitura é reforçada por estudos de Freebody e Byrne (1988). A superioridade dos métodos fônicos torna-se mais evidente em casos de crianças de classe social desfavorecida, que não dispõem de uma estrutura familiar que propicie o acesso à leitura e a escrita (Capovilla & Capovilla, 2003).

Em estudos realizados por Juel, Griffith & Gough (1986) é evidenciado que as habilidades de consciência fonológica são melhores preditoras da ulterior aquisição de leitura, sendo ainda melhores que o ambiente doméstico, o vocabulário receptivo e a inteligência (Capovilla & Capovilla, 2000b). De acordo com o Relatório Francês “Aprender a Ler” à medida que a criança inicia o processo de aprendizado da leitura por decodificação grafo-fonêmica e passa a encontrar as mesmas palavras escritas, aos poucos vai construindo um léxico mental ortográfico (Observatoire National de la Lecture, Centre National de Documentation Pédagogique, 2001).

Pode-se dizer assim que a rota fonológica é essencial para a leitura e a escrita competentes, pois faz uso de um sistema gerativo que converte a ortografia em fonologia e vice-versa, o que permite à criança ler e escrever qualquer palavra nova, apesar de cometer erros em palavras irregulares (Alegria, 1997). A geratividade, característica das ortografias alfabéticas, permite a auto-aprendizagem pela criança, pois ao encontrar um novo item a criança poderá fazer leitura/escrita por (de)codificação fonológica. Esse processo irá contribuir para a criação de uma representação ortográfica do item que posteriormente poderá ser lido pela rota lexical.

Segundo Capovilla & Capovilla (2003), diversos trabalhos têm relatado que esta habilidade se correlaciona com o sucesso na aquisição da linguagem escrita, de forma que a importância da consciência fonológica para o processo de aquisição da leitura e da escrita tem sido bem reconhecida. Desta forma, em estudos-piloto já conduzidos, foi adotado um procedimento para desenvolver consciência fonológica e ensinar correspondência grafo-fonêmica. Este foi aplicado em crianças de níveis sócio-econômicos médio e baixo e mostrou-se eficaz em aumentar o desempenho em consciência fonológica, leitura e escrita de crianças no início da alfabetização (Capovilla & Capovilla, 2000a).

A instrução direta da consciência fonológica combinada à instrução da correspondência grafemo-fonêmica acelera a aquisição da leitura (Hohn & Ehri, 1983; Ball & Blachman, 1991). No Brasil já foram realizados estudos no intuito de desenvolver a consciência fonológica em crianças, demonstrando que, também na ortografia da língua portuguesa, a consciência fonológica é um pré-requisito para a aquisição de leitura e escrita (Capovilla & Capovilla, 1997; Capovilla, Capovilla & Silveira, 1998). Instruções de consciência fonológica (instruções fônicas) mostraram-se eficazes em melhorar a leitura e escrita quando introduzidas em diferentes níveis escolares.

Segundo Goody (1988), o funcionamento cognitivo depende das tecnologias da inteligência utilizadas culturalmente. A escrita, enquanto sistema de comunicação gráfica, possibilitou mudanças nos processos cognitivos, já que tornou possível a análise do discurso oral, fazendo surgir a racionalidade e a lógica (Soledade-Risério, 2002a). A importância da introdução da criança no sistema alfabético e, conseqüentemente, a possibilidade de utilizar a leitura e escrita como tecnologia da inteligência, justifica-se pelo fato de que a organização cerebral é modificada quando esse instrumento é utilizado.

Diante do exposto, a presente pesquisa pretendeu estudar a influência do nível de consciência fonologia e sua relação com a aquisição da leitura e da escrita. Para tanto estudou-se a influência da aquisição da escrita e maturação de áreas cerebrais bem como, a análise de cada sub-prova dos testes de leitura e consciência fonológica.

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