Sling: vantagens e desvantagens

Postado em 20 mai, 2013 - Dicas Gestantes, Dicas Mamães

[denoivaparamae]_post_11Slings, uma carregador de bebê feito de pano que dá mobilidade a mães com crianças de colo, é uma tendência entre as ‘mães canguru’. O sling é útil por garantir à mãe a liberdade de ter o filho por perto, ou melhor, colado ao corpo, sem perder a mobilidade.

Antigamente, a ideia original do sling era exclusivamente pela necessidade de cuidar do bebê e trabalhar ao mesmo tempo, sua missão portanto, estava ligada ao fato da mãe não podia e não tinha onde deixar o bebê para realizar suas atividades do lar, do que propriamente o aconchego que ele cria.
 
Contudo, hoje é moda e vem como alternativa entre os inúmeros acessórios possíveis para se carregar e passear com o bebê. É uma alternativa que propicia um maior contato e uma relação mais estreita com o bebê, já que a criança pode ter a sensação de uma vida uterina, ainda que fora dele. Os batimentos cardíacos, cheiro, respiração e calor da mãe, levam o bebê a lembrar-se do seu antigo alojamento e lhe traz segurança.
 
O neonatologista Carlos Eduardo Correa é um dos defensores do sling e costuma apresentar o acessório a todas as pacientes. O médico conta que sempre teve interesse nas formas que os diferentes povos têm para carregar as crianças, sobretudo os bebês. A principal vantagem do acessório acredita o médico, é trazer a mulher de volta à ativa.

“A falta de mobilidade enquanto amamenta é uma das principais causas do desmame, e o sling devolve essa liberdade. Muitas [pacientes] já aprendem a dar de mamar usando o sling”, diz.

De acordo com Alessandro Danesi, pediatra do Hospital Sírio Libanês (SP), não existem estudos específicos a respeito do uso e dos possíveis riscos que o sling oferece. “Costumo recomendar o uso do sling depois dos primeiros três meses porque o tônus muscular do pescoço já está melhor. Bebês fixam cabeça e pernas ao redor dos três meses de idade”, afirma. É exatamente esse o argumento usado para explicar mortes por sufocamento pela dificuldade de crianças muito pequenas em manter o controle do pescoço quando inclinam a cabeça para baixo, dentro do sling, e pela falta de atenção dos pais que as carregavam.

Segundo o fisioterapeuta Paulo Lopes (CREFITO 7/155286-F) o uso do sling é recomendado até o momento que a criança consegue manter-se sentada, já que esta posição é importante para a formação da curvatura lombar e no sling a tendência é que a criança mantenha-se mais tempo em uma postura de flexão de toda a coluna vertebral. Sendo assim, as crianças que já sentam não se beneficiariam do uso do sling e também tenderiam a não se manter quietas, apenas ao dormirem.

Neurofisiológicamente os benefícios do sling são bastante parecidos com o método da mãe canguru.

Dentre os benefícios pode-se destacar:

A) Desenvolvimento mental: os bebês permanecem mais tempo em “estado de alerta” (o estado ideal para aprender). O cérebro do bebê é estimulado, o que favorece seu desenvolvimento. Os sentidos do bebê são estimulados, seu bebê vê o mundo em que ele vive, em vez do teto de casa ou os joelhos das pessoas ao seu redor.

B) Desenvolvimento emocional: os bebês desenvolvem o sentido de segurança e confiança mais rapidamente, quando carregados frequentemente nos slings, e tornam-se independentes mais cedo.

C) Desenvolvimento físico: por estar tão perto de você e do ritmo do seu corpo, o bebê “entra no ritmo” muito mais rapidamente. As batidas de seu coração, sua respiração, sua voz e calor são familiares a ele. Pesquisas mostram que isso ajuda os bebês (especialmente os prematuros) a se adaptar à vida fora do útero.

Além de:

1- interação mamãe/bebê: é como se houvesse uma continuidade da vida intrauterina.

2- facilita a movimentação em locais com multidão e de difícil acesso.

3- privacidade na amamentação, já que o sling possui uma faixa extra.

5- aumenta a autoestima do bebê, pois oferece maior atenção e afeto.

6- o campo visual do bebê slingado é mais interessante daquele em que o bebê esta no carrinho

7- bebês slingados são mais tranquilos, dormem melhor e choram menos (43% menos no total e 54% menos durante as horas do dia)

8- é pratico e gera praticidade, deixa as mãos da mãe livre.

9- pode ser usado do nascimento até 20 kg (dependendo do tipo de sling).

10- os bebês slingados tornam-se independente mais rapidamente.

11- aprendem mais! (por não serem super estimulados, são mais calmos e alertas, observando e participando do mundo ao seu redor).

Posições:

Posição de berço ou fetal (0 aos 4 meses)

Segure o bebê com o seu braço dominante e com o peito dele apoiado sobre o seu peito. Abra o sling com a mão livre e vá deslizando o bebê aos poucos para dentro até o bebê ficar deitado com a cabeça encostada sobre o seu peito. As pernas do bebê ficarão esticadas se for bem pequeno ou dobradas se já for maior. É normal o bebê ficar bem espremidinho nesta posição, pois é como se estivesse ainda no útero materno.

Posição de canguru (3 aos 9 meses)

Alinhar a costura da concavidade do sling ao umbigo (assim tem-se a zona mais confortável do sling). Segure o bebê com o seu braço dominante e com a cabeça dele apoiada sobre o seu pescoço/ombro. Abra o sling com a mão livre e vá deslizando o bebê aos poucos para dentro até ele ficar sentado no sling com as costas encostadas sobre o seu estômago e as pernas cruzadas. Nesta posição o bebê tem as pernas dobradas como na posição fetal. Os braços do bebê podem ficar dentro ou fora do sling.

Dicas de segurança:

1- Certifique-se que seu bebê pode respirar. Slings permitem que os pais fiquem com as mãos livres para fazer outras atividades, mas lembre-se de verificar se há abertura para entrada e saída de ar para seu bebê respirar.

2- Nunca permita que seu bebê fique posicionado com o queixo encostado no tórax. Esta regra se aplica não apenas para baby slings, mas também para quando carregar seu bebê nos braços, em bebê conforto, ou em qualquer outra situação do gênero. Esta posição pode restringir a habilidade de respiração dos bebês.

3- Nunca permita que o rosto do bebê seja coberto. Cobrir o rosto do bebê pode fazer com que ele respire o mesmo ar por diversas vezes, o que é muito perigoso.

4- Não corra, pule ou movimente-se bruscamente. Segundo a TheAmerican Chiropractic Association, movimentos bruscos podem causar danos à coluna e/ou ao cérebro do bebê.

5- Nunca substitua um assento para veículo por um baby sling. Os baby slings não oferecem a segurança necessária para transportar um bebê num veículo

6- Atividades físicas como andar de bicicleta, patins, entre outros, são desaconselhadas durante o uso do baby sling.

7- Cozinhar com um bebê no colo ou em um sling expõe o bebê a risco de queimaduras.

8- Verifique sempre as condições do seu baby sling. Costuras, argolas, tecido, sempre dever ser checados antes de cada uso.

9- Olhe onde pisa! Tenha cuidado redobrado em escadas, degraus e pisos em desnível. Se possível, evite saltos altos, calças de pernas largas, saias muito longas, ou qualquer tipo de situações que possam favorecer o risco de quedas.

10- Proteja seu bebê do sol, vento, chuva. O sling não oferece proteção adequada para tais situações.

11- Lembre-se que você está ocupando um espaço maior. Tenha cuidado ao passar através de portas, multidões, objetos angulosos, etc.

12- Fique atenta às coisas que seu bebê pode alcançar, principalmente quando carregar o bebê nas costas, ele poderá pegar objetos que você não vê.

13- Alguns slings possuem bolsos. Use bom senso ao guardar objetos neles. O ideal é que sejam usados apenas para guardar itens pequenos como fraldinhas.