Principais marcos do desenvolvimento na primeira infância

Postado em 17 dez, 2012 - Dicas Gestantes, Dicas Mamães, Psicologia

Se você acha que tem muita coisa acontecendo dentro de sua cabeça… vamos pensar um pouco no período dos primeiros três anos da vida do bebê . O cérebro de uma criança é duas vezes mais ativo do que um cérebro adulto totalmente amadurecido. É por isso que os primeiros cinco anos de vida de uma criança é o período mais importante do desenvolvimento físico, emocional e cognitivo.

Segue uma tabela para avaliação dos dois primeiros anos de vida, bem como infográfico do Column Five Media for Rasmussen College, publicado no RasmussenCollege
Na tabela, preencha com S – Sim;  N – não; R – Refere; I – Inconsistente; NA – Não avaliou.

Idade

Desenvolvimento Motor Grosso ou Amplo

R

Desenvolvimento Motor Fino ou

Coordenação Viso-motora

R

0 a 1 mês

Gira a cabeça para o lado a partir da linha média As mãos permanecem permanentemente fechadas
Extremidades totalmente fletidas Evidente reflexo de preensão palmar
Posição lateralizada da cabeça sem mostrar preferência por lado Reage com aversão a estímulos sonoros ou luminosos de forte intensidade
Movimentos reflexos de arrastar
Esperneia alternativamente sem predomínio de lado
Mantendo a criança sentada levanta a cabeça diversas vezes em um segundo
Reação primitiva de apoio das pernas: extensão do quadril e joelhos ao colocar a criança de pé
Movimentos automáticos de marcha

Final do 1o mês

Mantém a cabeça erguida por três segundos As mãos vão se abrindo ligeiramente e cada vez com maior frequência
Em decúbito dorsal mantém a cabeça na linha média por uns 10 segundos Segue com o olhar um chocalho vermelho que seja desviado para outro angulo ocular
Reação primitiva de apoio das pernas: extensão do quadril e joelhos ao colocar a criança de pé
Movimentos automáticos de marcha

Final do 2o mês

Eleva a cabeça por, pelo menos 45º As mãos vão se abrindo ligeiramente e de cada vez com maior freqüência
Mantém a cabeça erguida por uns 10 segundos Segue com o olhar um chocalho desviado para outro angulo ocular
Em posição sentada mantém a cabeça erguida por pelo menos 5 segundos Reage ao som de uma campainha/ sino fixando o olhar e interrompendo o movimento que estivesse fazendo
Desaparecimento progressivo da reação de apoio e marcha automática

Final do 3o mês

Levanta a cabeça entre 45º e 90º Move as mãos entreabertas na direção do objeto pendurado
Mantém a cabeça levantada por pelo menos 1 minuto Segue com o olhar um chocalho desviado para outro angulo ocular
Apoia-se sobre ambos os antebraços Reage ao som de uma campainha/ sino fixando o olhar e interrompendo o movimento que estivesse fazendo
O quadril pode estar ligeiramente estendido
Em posição sentada mantém a cabeça erguida por pelo menos meio minuto
Ao colocar a criança sentada, segurando-a pelas mãos, a cabeça não cai para trás
Toca a base de sustentação com as pernas flexionadas

Final do 4o mês

Apoio firme sobre os antebraços Mãos predominantemente entreabertas
Levantando a criança lentamente até os 45º (tração) a cabeça e as pernas levemente se elevam Brinca com as mãos juntas na linha média
Ao tocar a base de sustentação desaparece a flexão da perna por apresentar uma ligeira extensão dos joelhos Coloca brinquedos na boca
Observa brinquedo que tenha na mão

Final do 5o mês

Interrompe o apoio nos antebraços, levantando os braços e levantando um pouco as pernas fazendo movimentos repetidos de extensão Ao ouvir ruído de papel, gira a cabeça procurando a origem do som
Na prova de tração, a cabeça se eleva mantendo-se na prolongação da coluna vertebral Leva a mão ao brinquedo e o balança
Sentado, mantém a cabeça erguida mesmo quando inclinamos seu tronco lateralmente
Ao tocar a base de sustentação apoia-se sobre a ponta dos pés

Final do 6o mês

Com os braços estendidos apoia-se sobre as palmas das mãos mais ou menos aberta Segura com a mão, sem titubear, um brinquedo que lhe é oferecido
Levanta-se lateralmente da base de sustentação, abduz o braço e a perna do lado erguido (reação de equilíbrio) Preensão palmar: realiza com toda a mão e o polegar estendidos.
Na prova de tração flexiona ligeiramente os braços Passa o brinquedo de uma mão para a outra
Sentado, mantém o controle da cabeça ao inclinar o corpo em todas as direções Segue com o olhar objeto que cai no chão
Ao tocar a base de sustentação estende o joelho e os quadris mantendo o peso corporal por pelo menos 2 segundos
Apoio transitório com toda a planta do pé

Desenvolvimento Motor Grosso

ou Amplo

R

Desenvolvimento Motor Fino ou Coordenação Viso-motora

R

Final do 7o mês

Levanta um braço da base de sustentação por uns 3 segundos É capaz de pegar pequenas fichas circulares com os dedos 2o ao 5º e com o polegar estendido, sem tocar a palma da mão
Os braços se colocam em posição de salto Segura um dado em cada mão e os mantém durante tempo breve
Rola ativamente passando do decúbito dorsal para o ventral Esforça-se para pegar objeto que só pode alcançar mudando de posição
Brinca com os pés quando colocado em decúbito dorsal
Move-se como uma mola, para cima e para baixo, quando segurado pelo tronco e apoiando sobre uma base dura

Final do 8o mês

Em decúbito dorsal, ao oferecermos o dedo, ergue-se usando sua própria força Segura um dado em cada mão e os mantém durante tempo breve
Permanece sentado por 5 segundos com um único apoio a frente É capaz de pegar pequenas fichas circulares com os dedos 2º ao 5º e com o polegar estendido, sem tocar a palma da mão
Esforça-se para pegar objeto que só pode alcançar mudando de posição

Final do 9o mês

Marcha de “foca” = arrastar Deixa objetos caírem intencionalmente
Mantém-se sentado sem apoio por pelo menos 1 minuto Dá-se conta de que o cubo está dentro da caixa e coloca a mão para pegá-lo
Seguro pelas mãos, mantém-se em pé sustentando todo seu peso por pelo menos meio minuto

Final do 10o mês

Balança-se sobre as mãos e joelhos Bate diversas vezes dois cubos entre si
Engatinha desordenadamente Prensão em pinça: pega pequenos objetos com o indicador em extensão e o polegar em oposição
Consegue passar da posição de decúbito ventral a sentado, flexionando os quadris e girando o corpo Atira intencionalmente um brinquedo
Passa para sentado a partir do decúbito dorsal, sozinho, apoiando-se nos móveis Toca com a ponta dos dedos detalhes dos objetos
Mantém-se em pé por si próprio apoiando-se com as mãos

Final do 11o mês

Engatinha sobre mãos e joelhos com coordenação cruzada
Mantém equilíbrio firme na posição sentada
Usa os móveis para passar para de pé
Movimentos alternados de marcha sobre o próprio lugar e marcha lateral
Seguro pelas duas mãos dá passos a diante

Final do 12o mês

Engatinhar firme e seguro Arrasta brinquedos atrativos por um barbante
Anda segurando-se nos móveis Deixa cair fichas dentro de uma caixinha

12o ao 15o mês

Dá passos sem apoio Insere objeto dentro do outro
Senta-se e vira-se com equilíbrio Apanha objetos pequenos
Trepa em apoios Joga brinquedos no chão 
Dá passos segurando-se com uma das mãos Joga bola dando impulso
Joga brinquedos no chão e pega um por um Coloca um cubo sobre o outro
Faz movimento de pinça
Pega dois cubos numa mão
Insere uma colher dentro de uma xícara

15o ao 18o mês

Fica de pé sozinho Coloca um bloco cilíndrico numa caixa cilíndrica
Anda alguns passos incertos Constrói com blocos
Constantemente ativo Imita um traço de lápis no papel
Capacidade de atirar
Eficiente manejo com xícara
É capaz de comer sozinho, mas sem controle da colher 

18o ao 24o mês

Forte energia locomotora Dificuldade em coordenar movimentos das mãos e pés
Gosta de correr atrás dos outros Gosta de transportar objetos
Utiliza variações nos movimentos Move o braço todo para jogar bola
Anda sozinho e raramente cai Aos 20 meses faz torre de 2 cubos
Senta-se sozinho em cadeiras pequenas Vira de 2 a 3 páginas de cada vez
Sobe escadas quando segura uma de suas mãos 

 

Desenvolvimento da Linguagem Expressiva

R

Desenvolvimento da Linguagem Receptiva

R

0 a 1 mês

Pode localizar grosseiramente ao objetos pelo som e distingue algumas vozes, especialmente a da mãe.
Sua acuidade auditiva é melhor do que a visual

1 a 4 meses

Apresenta choros específicos Habilidade para ouvir
Responde a voz dos pais Surpreende-se com sons altos
Faz sons de arrulhos feitos na frente da boca (a) e atrás (g e h) Para atividade para escutar sons novos
Faz contato com os olhos, enquanto os pais falam

4 a 8 meses

Demonstra expectativa de alcançar um brinquedo respirando mais rápido, mudando expressão social, vocalizando Para de chorar quando falam com ele 
Faz sons com os lábios Volta sua atenção para origem do som
Balbucio de uma variedade de sons bilaterais P,B,M em combinação vogal Mostra entusiasmo ou antecipação de um evento
Pode repetir uma sílaba sobre a outra Ri alto em resposta a pessoa familiar
Usa sons de linguagem para obter atenção, rejeitar Ouve e brinca com brinquedos que fazem barulho
Mostra interesse em pessoas e objetos ao seu redor

8 a 12 meses

Emite sons vocálicos Tem reação de esquiva frente a estranhos
Repete os próprios sons Sorri e vocaliza diante do espelho
Repete a mesma sílaba Vira-se quando chamado pelo nome
Imita gestos Olha para a origem do som ambiental
Acena tchau Reconhece novas palavras
Acena negativamente com a cabeça Compreende comandos simples
Atira objetos com raiva Repete uma ação ou som se um adulto aplaude ou ri
Imita sons não linguísticos, ex.: tossir e estalar a língua
 Imita sons silábicos
Pode usar uma palavra e não falá-la mais por meses
Vocaliza sozinha, como se cantando

12 a 18 meses

Fala a 1palavra Dá o brinquedo ao ser solicitado
Atribui nome a alguns objetos Reconhece o nome de 10 objetos familiares
Tenta imitar gestos e sons linguísticos Compreende sentenças curtas e simples que são familiares à ele
Pode apontar o nariz, olhos e a boca, quando solicitado Compreende ordens mais familiares, tais como pegue a bola, me dá
Aponta para objetos familiares e pessoas quando perguntado Compreende sentenças simples e curtas 
Pode balançar a cabeça negativamente em desagrado ou protesto Compreende e gosta de rimas e canções
Mostra excitação não verbal, surpresa e reconhecimento através de sorrisos e risadas Segue um comando simples. Dê me a xícara
Empurra o adulto para longe, reclama ou choraminga quando zangado ou frustrado. Compreende muito mais palavras que ela pode falar
Pode ter alguma parte de 2 a 8 palavras reais em seu vocabulário expressivo
Usa jargão expressivo ou palavreado cujos sons como ele está falando em frases ou sentenças, ainda é difícil para compreender
Reconhece e aponta diferentes partes do corpo 
Pode usar 10 a 20 palavras expressivamente
Usa inflexão em sua linguagem ( Hum ?)
Repete palavras após adultos

18 a 24 meses

Refere a si próprio pelo nome Expansão de vocabulário receptivo de 100 palavras 
Pode fazer solicitações verbais Aprecia narrativas de história de livro que a família lê
Usa comprimentos sociais mais frequentes Compreende palavras descritivas, tais como, quente, sujo, etc
Usa de 10 a 20 palavras mais frequentes Pode realizar 2 conjuntos de direções, tais como “pegue a bola e dê a papai”
Pode usar linguagem coloquial tais como sentenças curtas, frequentemente repetindo a última palavra Compreende 8 verbos: sentar, olhar, comer, dormir, abrir, fechar, pegar, andar
Inicia nomear objetos na visão deles Compreende a questões simples “Onde está?”
Começa a diminuir o jargão expressivo Compreende de 200 a 300 palavras
Usa não para negação Compreende direções com preposições: coloque na mesa
Usa a linguagem telegráfica
Pode imitar 2 a 3 sentenças
Confia menos em gestos e mais em palavras para se comunicar

 

Desenvolvimento Cognitivo

R

0 a 1 mês

Adaptações inatas, exercício dos reflexos
Habitua-se a estimulações repetidas
Comportamento esquemático e significativo
O bebê pode discriminar sua mãe baseado no cheiro, visão ou som quase imediatamente
Reage positivamente aos confortos e agrados e negativamente aos desconfortos e recusas
Exprime as suas exigências e seus desejos através do choro e da linguagem de sinais
Sente e reage de forma diferente a cada um dos quatro sabores: azedo, doce, amargo e salgado

1 a 4 meses

Primeiras adaptações adquiridas, esquemas simples – Reações circular primária (são esquemas simples, descobertos fortuitamente pelo bebê e circunscrito a seu próprio corpo, experimentando certo prazer funcional em sua repetição)
Exploração sistemática do olhar, o balbuciar, o agarrar e profusão da língua
A criança agarra objetos e os leva à bocaCoordenação mão-boca, diferenciação através do ato de sugar e de pegar
Mudanças nas perspectivas dos objetos são vistas como mudanças no objeto
Não diferenciação de movimentos próprios e de outros objetos externos

4 a 8 meses

Coordenação viseo-motora
Coordenação de esquemas simples – Reação circular secundária (são coordenações de esquemas simples cuja consequências são inicialmente casuais, os efeitos associados à conduta ocorrem não mais no próprio corpo, senão no meio físico ou social; procedimentos para prolongar espetáculos interessantes)
Correspondência entre conduta e efeito externo (ainda não considerada ação intencional)
Os novos esquemas são mais ricos e variados e possibilitam uma atividade mais liberada
A imitação de um modelo é deliberada e sistemática, contudo a criança imita apenas a conduta visível em seu próprio corpo e presente em seu repertório prévio

8 a 12 meses

Coordenação de esquemas secundários, início da intencionalidade
Aplicação de meios conhecidos para solução de novos problemas
Permanência de objeto; busca do objeto desaparecido
Constância na percepção da forma e do tamanho dos objetos
Pesquisa noção de profundidade
Capacidade de prever a ocorrência de eventos externos, antecipação
Capacidade de combinar, dissociar e recombinar vários esquemas
Desenvolve a noção de um e dois
Imita movimentos físicos
Reage aos jogos corporais
Propositadamente comanda a atenção do adulto

12 a 18 meses

Experimentação ativa de novas coordenações – Reação circular terciária (resultam da coordenação flexível de esquemas secundários, experimentando novos meios que levam a um efeito desejado; servem para “ver o que acontece”; são as estruturas mais complexas e móveis do estágio sensório-motor, e envolvem a compreensão das relações de causalidade e conduta plenamente intencional)
Pega o brinquedo um por um
Imitação voluntária
Distinção psicológica entre ele e o outro
Oferece objetos à imagem no espelho
Sensível à sugestões visuais e auditivas que tenham um significado social
Há uma compreensão vaga de figuras apresentadas em um livro
Estabelece contatos pessoais cada vez mais definidos
Leva em consideração os deslocamentos sequenciais ao procurar os objetos desaparecidos
Noção de relações entre objetos no espaço e entre objetos e o eu
Noção de si como um objeto entre outros objetos e de si como objeto de ação

18 a 24 meses

Capacidade de representar os objetos da cognição por meio de símbolos
Capacidade de produzir e compreender uma coisa
É capaz de diferenciar mentalmente o símbolo e o referente
Possui a capacidade de gerar palavras para representar um objeto ausente
Utiliza brinquedos de faz-de-conta
Causalidade representativa; as causas e os efeitos são inferidos