Planejamento financeiro e a chegada do primeiro filho

Postado em 16 set, 2013 - Dicas Gestantes
Fonte: http://www.sxc.hu/

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A primeira gravidez é uma transição semelhante à menarca e à menopausa, uma passagem de um estágio de desenvolvimento para outro, com implicações na autoimagem, nos valores, nos comportamentos e nos relacionamentos interpessoais das mulheres.

E durante todo este processo o ajustamento conjugal faz-se necessário nos âmbitos sexual, emocional e financeiro. Sendo assim, é fundamental que o casal se organize e se adapte às novas circunstâncias desta etapa, para atingir o equilíbrio necessário ao desenvolvimento saudável da nova família, e neste processo o planejamento financeiro é fundamental.

Seguem algumas dicas:

  1. Pense primeiro em organizar uma poupança para a gravidez;
  2. Caso ainda não possua plano de saúde ou não conseguirá ter reserva financeira suficiente para arcar com os gastos hospitalares, providencie um plano de saúde antes de engravidar já que estes possuem carência para partos e a carência é de 10 meses;
  3. Faça uma lista de coisas que são realmente essenciais para o enxoval, evite as compras por impulso e assim gastos desnecessários;
  4. Procure manter sempre todas as suas contas mensais em dia para não tenha nenhum tipo de desconforto financeiro;
  5. Planeje os gastos futuros, crianças gastam muito e não é incomum que os pais se descuidem financeiramente. 


O texto de Viviam Klanfer Nunes publicado em 17.05.2012 na InfoMoney
, complementa algumas informações.

“O planejamento financeiro é a grande arma contra o desequilíbrio orçamentário. Ele também vai ser muito útil para os casais que estão em vias de ter seu primeiro filho.

O educador financeiro, Valter Police, explica que ao considerar em ter seu primeiro bebê, é preciso pensar em dois gastos principais, o de implantação e o de manutenção. O primeiro diz respeito a toda estrutura que será necessária para receber a criança.

Ou seja, o enxoval, o berço, o carrinho, o quarto e todos os outros itens. “Quando a mulher descobre que está grávida, ela precisa começar a orçar esses itens imediatamente, pois é uma despesa bastante grande”, explica Police.

Já os gastos relacionados à manutenção são aqueles como a comida e os itens como fraudas, remédios, médicos e creche. “É importante considerar que o seu orçamento mensal será bem diferente do que era antes da cheda do bebê”, diz o planejador.

Capacidade de poupança

Além de considerar se tais gastos cabem no orçamento, também é preciso tentar manter a capacidade de poupança que você tinha antes do bebê. Na prática, se recebia R$ 5.000 por mês e gastava R$ 3.500 entre todos os gastos mensais – como contas de água, luz, telefone, aluguel e gastos de supermercado, a sugestão do educador é que, mesmo com a chegada da criança, você consiga manter os R$ 1.500 de reserva.

Como fazer isso? As duas formas principais são: via aumento de renda ou redução de gastos. Para quem não foi promovido no emprego e não recebeu um bom aumento de salário, será preciso cortar gastos.

Isso não necessariamente significa deixar de consumir itens, mas, sim, usar seu dinheiro de forma mais racional e inteligente. “No fundo todo mundo tem muita coisa para cortar, só precisa rever sua forma de consumir. Você não tem que cortar o que usa; tem que passar a tomar mais cuidado com os desperdícios”, diz Police, ressaltando que agora, a prioridade passa a ser a criança.

Investimento para o futuro

Outra questão importante são os investimentos para o futuro. Além dos gastos diários e mensais com o filho, os pais ainda devem começar investir pensando, principalmente, na faculdade do filho. A estratégia é que a criança cresça e se torne financeiramente independente. Para isso, porém, ela vai precisar ter acesso ao ensino superior, que é um custo pesado.

Então, desde que a criança chega a casa, os pais devem começar a fazer investimentos mensais. Essa poupança, porém, não pode ofuscar os investimentos destinados ao futuro dos pais, ou seja, para a aposentadoria. “Os pais não podem deixar de garantir seu próprio futuro, senão eles vão acabar sendo dependentes de seus filhos”, diz Valter.”