Pelo fim do bullying na gravidez

Postado em 21 mai, 2013 - Dicas Gestantes

Falando francamente

Texto de  publicado 

Fotos: People/ Oh no they didn’t/ W Magazine/ Popdust

Fotos: People/ Oh no they didn’t/ W Magazine/ Popdust

Ultimamente, com o tanto de mulheres famosas tendo filhos, tem sido mais e mais frequente algumas delas falarem francamente sobre o lado não tão incrível da gravidez. Sim, é lindo estar grávida, mas como tudo na vida, nem tudo são flores. Dores nas costas, pernas inchadas, roupas que não cabem e a busca por roupas que caibam, nervosismo, ansiedade, enjoos, cansaço, quilos e mais quilos, o cabelo que pode ficar um horror assim como a pele… E depois? Haja cinta, calçola de vovó, sutiã de amamentação… Isso sem falar no lado emocional, que pode resultar em depressão pós-parto. É lindo sim, mas tem de tudo, sabe? Eu sou a favor do fim do bullying da gravidez: aquele que meio que impõe na gente a obrigatoriedade de estar se sentindo “iluminada” 100% do tempo em que estamos grávidas. Porque não rola, simples assim. A Madonna, na época em que teve a Lourdes Maria, comentou em uma entrevista que a gravidez “é uma das piadas mais sacanas de Deus com a mulher” ou algo do gênero. Em seus diários de gravação de “Evita”, durante sua gravidez, a material girl foi bem franca: “Eu me olho no espelho esperando ver aquele brilho da gravidez e só o que vejo são olheiras e acne.”

A Carla Bruni, por exemplo, contou há pouco tempo que simplesmente não se achou bonita grávida: “Eu sou muito alta e tenho ombros largos. Quando estou 20kg acima do meu peso eu não pareço gorda, eu fico feia”. A ex-primeira dama francesa revelou também que foi muito difícil ser fotografada constantemente por um batalhão de fotógrafos após o nascimento da filha Giulia, quando ela estava se sentindo tão vulnerável, deprimida e exausta. Depois de ponderar simplesmente manter os quilos que vieram com a gravidez e jogar um guarda-roupas inteiro fora, Bruni Sarkozy conseguiu emagrecer e se derrete: Giulia é o amor da vida de seus pais.

Shakira, por sua vez, foi mais bem humorada e disse que “parecia um Shar Pei” após o parto de Milan. Depois do nascimento do filho, a cantora contou morrer de medo de não voltar à sua imagem sexy de novo e brincou: “Dar à luz um bebê não é lá tão idílico quanto as pessoas fazem parecer. Não pense que ele vai chegar de bochechas rosadas quando nascer. Na verdade, quando vi o meu eu pensei: Jesus, ele é roxo e todo enrugado, o que é isso?”

A gente já falou aquiaqui e aqui também das mães que contaram que seu estilo mudou completamente após a maternidade. Mas não espere nada disso de Julia Restoin-Roitfeld: “De repente você está numa outra categoria de mulher, aí de repente você é mãe e tem que se vestir diferente e usar roupas para grávidas, e isso me incomodou muito”, contou a filha de Carine Roitfeld ao Fashionista. Julia disse ainda que seu estilo para saídas à noite não mudou nada depois da chegada da filha Romy, mas que em casa ela usa roupas às quais é menos apegada. Durante a gravidez, ela contou ter seguido os conselhos da mãe: “Ela me disse para usar vestidos bem justos, abraçar minha forma e me divertir ao invés de tentar esconder”, contou Julia ao site, finalizando com o pé firme e de novo, bem franca: “Não é segredo que gosto de roupas sexies, e assim que fiquei grávida parecia que não era mais apropriado me vestir como eu gostava, e isso me irritou de certa forma. Essa ideia de que que não combina com uma mãe ser sexy e feminina é errada”. Julia, aliás, já anunciou que vai lançar uma linha de roupas para grávidas. Alguém duvida que as peças vão passar longe das batinhas?