Maternidade: cuidar dos filhos ou da carreira?

Postado em 15 jul, 2013 - Dicas Gestantes, Dicas Mamães, Psicologia
Fonte: Google Imagens

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Ao longo da história da humanidade podem-se observar constantes transformações sociais, culturais, políticas e econômicas que caracterizam o modo de viver, determinando o comportamento e a forma de se relacionar das pessoas em cada período. Estas mudanças são também refletidas nas relações familiares e no papel desempenhado pela mulher. Na atualidade, a mulher encontra-se devidamente inserida no mercado de trabalho descobrindo sua realização através deste e passando a encontrar satisfação pessoal além da maternidade.

De modo geral, as mulheres hoje são economicamente mais independentes do que em qualquer outra época na maior parte das sociedades ocidentais, conquistando direitos e postos de trabalho antes apenas destinados aos homens, dão maior importância para o desenvolvimento de sua escolaridade, organizam suas vidas, cotidiano doméstico e relações afetivas em torno de suas vontades. A mulher contemporânea, portanto, pode escolher entre casar ou não, tem a liberdade de exercer a sua sexualidade sem o matrimônio e diante dos avanços da medicina em relação a métodos contraceptivos pode escolher se terá ou não filhos e quando os terá.

Mesmo com todas as opções que as mulheres têm hoje, ainda fica o conflito de se devem cuidar da carreira e adiar a maternidade com a possibilidade de uma gravidez de risco ou tentar conciliar a maternidade e o trabalho.

Podemos perceber este dilema vivenciado pelas mulheres no trecho abaixo da reportagem de Ana Claudia Fonseca e Bruna Rodrigue para a Veja:

“Atualmente, maternidade e trabalho profissional são expressões que costumam colidir. É um dos grandes dilemas de nosso tempo, a dura opção entre a maternidade e a carreira.

É possível compreendê-lo por meio de estatísticas. Um estudo da FEA-USP mostra que trabalhadoras com filhos pequenos têm em média, no Brasil, salário 27% menor que o de suas colegas sem filhos. “Apesar de todos os avanços dos últimos anos, as mulheres continuam sendo o maior objeto de preconceito nas empresas brasileiras, seguidas pelos idosos e por menores de 25 anos”, diz Hermano Roberto Thiry-Cherques, coordenador do núcleo de Ética nas Organizações da FGV-RJ.

Há imensas dores do parto para a mãe que trabalha – é forte a cobrança, pública e privada, para cuidar do filho e do emprego ao mesmo tempo e de igual maneira, algo que não é pedido aos homens. Há excelentes profissionais que não são bons pais – e pais dedicados que não são bons profissionais. Mulheres nessas condições costumam ser empurradas para o ostracismo social.”

Além deste dilema vivenciado pela mulher, quando a opção é pela gravidez ainda é preciso enfrentar um período marcado por mudanças de diversas ordens, além de representar para a mulher uma experiência única, repleta de sentimentos e emoções de muita intensidade.

Gestar é mais do que possibilitar o crescimento e o desenvolvimento fetal; envolve uma adaptação biológica, corporal e também psíquica. É um momento de reconfiguração de relações e reordenamento do espaço psicológico interno da mulher. Sendo assim, a gestação, parto e pós-parto são períodos de intensas transformações para a mulher, o casal e a família.

Todos estes conflitos e mudanças vivenciadas pela mulher fazem com que cada vez mais se torne necessário ter informações de qualidade e apoio emocional para criar um filho na cultura em que vivemos.

Ficam então as perguntas:

  • Ser mãe ou profissional?
  • Como vou trabalhar e dar conta do bebê?
  • Como vivenciar uma gestação de forma mais equilibrada e dar conta de todos os outros papéis na vida?
  • Como lidar com as modificações fisiológicas e emocionais que surgem com a gestação, o parto e o pós-parto?
  • Como lidar com as mudanças nas relações com o companheiro, com a família, com os colegas de trabalho, com as pessoas à volta?
  • Como lidar com um bebê?
  • Quais as necessidades emocionais de uma mulher que agora é mãe, o que é normal ou não sentir?
  • Quais as necessidades afetivas, emocionais de um bebê em suas diversas fases de desenvolvimento?
Fonte: Google Imagens

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Essas e outras questões atormentam muitas mães e familiares, e muitas mulheres vivenciam essas angústias sozinhas. Entrar em contato com tudo isso é fundamental para conseguir se reencontrar como indivíduo, fazer escolhas mais conscientes em relação a si e aos filhos e ter saúde emocional.

E como resolver tudo isto? Existe uma fórmula que seja a ideal? A resposta para todas estas questões será diferente para cada mulher, cabe a cada uma em seu momento de vida decidir qual o melhor caminho a trilhar sem que no futuro isto possa causar arrependimento. Para isto o coaching pode contribuir no estabelecimento do equilíbrio neste momento de vida da mulher.