Brasileiras têm filhos cada vez mais tarde

Postado em 11 set, 2013 - Dicas Gestantes, Dicas Mamães

Em 2013, a taxa de fecundidade é 1,77 filho por mulher. A estimativa é que as taxas cheguem a 1,61 filho em 2020 e 1,5 em 2030. Além disso, espera-se que as mulheres tenham os primeiros filhos cada vez mais tarde. Hoje, a idade média da mulher ao ter seu filho é 26,9 anos. Em 2020, a idade subirá para 28 anos e, em 2030, para 29,3 anos.

Fonte: Google Imagens

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Já falamos um pouco sobre Gravidez tardia e do dilema da atualidade para muitas mulheres Maternidade: cuidar dos filhos ou da carreira, anteriormente.

E como já mencionamos anteriormente, a expectativa de vida tem aumentado a cada ano e este fator acarretou em mudanças de planos para o futuro, incluindo a idade da chegada dos filhos. O adiamento da gravidez é uma escolha muito comum das mulheres atualmente, sendo uma tendência mundial. Com isto, o número de grávidas ou mulheres tentando engravidar na faixa entre 30 e 40 anos tem aumentado nos últimos anos. São muitos os fatores envolvidos na decisão de adiar a maternidade: a estabilidade profissional, a espera por um relacionamento estável, o desejo de atingir segurança financeira, ou, ainda, a incerteza sobre o desejo de ser mãe.

Com isto, segundo estudo Estatísticas do Registro Civil 2010 divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) temos que a taxa de fecundidade das brasileiras menores de 24 anos acelerou sua queda nos últimos anos. Ainda de acordo com o IBGE, houve redução dos percentuais em todas as unidades da federação de registros extemporâneos na comparação feita com o ano de 2005 e, em 2010, os Estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina foram os que tiveram as menores proporções observadas, respectivamente, 1,2%, 1,8% e 1,8%.

O Brasil caminha rapidamente para uma estagnação de sua população, e o Ipea projeta 200 milhões de pessoas em 2020.  20 anos mais tarde, em 2040, esse número crescerá em apenas 4 milhões. Consequências de uma taxa de natalidade de apenas 1,7%, comparável a países como França e Reino Unido.  Essa tendência vai fazer com que a população do Brasil cresça até 2042, quando deverá chegar a 228,4 milhões de pessoas. A partir do ano seguinte, ela diminuirá gradualmente e estará em torno de 218,2 milhões em 2060, segundo as previsões do IBGE.

A baixa taxa de fecundidade também vai diminuir a proporção de crianças e jovens e aumentar a proporção de idosos na população, o que significa que o país terá de se preocupar cada vez mais com questões como aposentadoria. Em 2060, o percentual da população com 65 anos ou mais de idade será de 26,8%, mais que o triplo do estimado para 2013. De acordo com Ana Amélia Camarano, demógrafa do Ipea, as mulheres brasileiras tinham cerca de 6 filhos, em média, nos anos 50 e 60. Naquele período, a população crescia a um ritmo anual superior a 3%. “Foi o nosso período do ‘baby boom'”, afirma.

Fonte: Google Imagens

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De modo geral, as mulheres hoje são economicamente mais independentes do que em qualquer outra época na maior parte das sociedades ocidentais, conquistando direitos e postos de trabalho antes apenas destinados aos homens, dão maior importância para o desenvolvimento de sua escolaridade, organizam suas vidas, cotidiano doméstico e relações afetivas em torno de suas vontades. A mulher contemporânea, portanto, pode escolher entre casar ou não, tem a liberdade de exercer a sua sexualidade sem o matrimônio e diante dos avanços da medicina em relação a métodos contraceptivos pode escolher se terá ou não filhos e quando os terá.

Ainda para Ana Amélia Camarano, do Ipea, a desigualdade na taxa de fecundidade entre mulheres de faixas diferentes de renda abre caminho para uma a queda rápida até os níveis dos países europeus do mediterrâneo e do Japão. Isso num cenário que em o rendimento dos mais pobres no Brasil avança mais rápido do que dos mais ricos.

Enquanto entre as mulheres da faixa de renda com os 20% menores rendimentos familiares a taxa de natalidade era de 3,6 filhos, na faixa dos grupos familiares dos 20% mais ricos estava em 0,9 filho –abaixo da taxa japonesa.

Fontes:

Taxa de natalidade cai e população brasileira deve parar de crescer

SANTOS, GHN; MARTINS, MG; SOUSA, MS; BATALHA, SJC. (2009) Impacto da idade materna sobre os resultados perinatais e via de parto. Rev. Bras. Ginecol. Obstet., Rio de Janeiro,  v. 31,  n. 7.

SILVA, JLCP; SURITA, FGC. (2009) Idade materna: resultados perinatais e via de parto. Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.31, n.7 [
XIMENES, FMA; OLIVEIRA, MCR. (2004) influência da idade materna sobre as condições perinatais. Revista Brasileira em Promoções da Saúde, 17(1).