Benefícios da amamentação

Postado em 17 mai, 2013 - Dicas Gestantes, Dicas Mamães

Benefícios da amamentaçãoO leite humano é muito diferente do leite adaptado (leite em pó). O leite materno contém todas as proteínas, açúcar, gordura, vitaminas e água que o bebê necessita para ser saudável. Além disso, contém determinados elementos que o leite em pó não consegue incorporar, tais como anticorpos e glóbulos brancos. É por isso que o leite materno protege o bebê de certas doenças e infecções. O leite materno é o ideal para o bebê. E cada vez mais estudos comprovam o quanto é fundamental para o desenvolvimento e bom funcionamento do organismo da criança. Uma nova pesquisa realizada pela Queen Mary, Universidade de Londres, revelou que ele tem um ingrediente que protege e repara o intestino delicado dos recém-nascidos.

Vídeo produzido pelo Senac SP
 

A substância é chamada PSTI (pancreatic secretory trypsin inhibitor – em português, inibidor da secreção da tripsina pancreática), uma molécula encontrada normalmente no pâncreas que protege o órgão de ser danificado pelas enzimas digestivas que produz. Segundo os pesquisadores, a PSTI foi encontrada em todas as amostras de leite materno, porém em níveis mais altos no colostro.

A amamentação exclusiva nos primeiros 6 meses de vida constitui prática indispensável para a saúde e o desenvolvimento da criança. Sabe-se que a administração de outros alimentos além do leite materno interfere negativamente na absorção de nutrientes e em sua biodisponibilidade, além de aumentar o risco de infecções, podendo também diminuir a quantidade de leite materno ingerido e levar a menor ganho ponderal.

Os conhecimentos das últimas décadas evidenciam que vários são os agravos na ausência da amamentação exclusiva: enterocolite necrotizante, diabetes, alergias e pneumonia, entre outros. Além disso, indicam que o uso exclusivo do leite materno para prematuros e bebês de baixo peso leva a maiores índices de inteligência e acuidade visual. Assim, novas evidências de benefícios do aleitamento materno exclusivo (AME) ou de riscos associados a sua interrupção precoce vieram a se somar àquelas que justificaram, no início do presente século, a recomendação pela Organização Mundial da Saúde (OMS) dessa modalidade de alimentação nos primeiros 6 meses de vida. 

 
Vídeo produzido pelo Senac SP
 
Porem, a prática do aleitamento materno (AM) não se restringe apenas ao binômio mãe e filho, mas possui consequências a nível de sociedade, pois uma vez a criança adequadamente nutrida tem-se repercussões na redução dos índices de morbi-mortalidade neonatal e infantil.
 

O aleitamento materno em sua definição é visto como um processo resultante do aspecto biológico natural, dos aspectos biológicos culturais e sociais, sendo uma prática que oferece inúmeros benefícios, tanto para o crescimento e desenvolvimento de lactentes, como para a mãe, criança e família, do ponto de vista biológico e psicossocial.

A falta de conhecimentos influenciando na adesão das mulheres ao aleitamento materno está evidenciada em um estudo no qual a população participante referiu orientações prévias a respeito do aleitamento materno ainda no período pré-natal, sem, contudo se mostrarem conscientes da importância do mesmo, mostrando um precário conhecimento, mesmo com as orientações fornecidas no serviço pré-natal.

A UNICEF calcula que um milhão e meio de crianças morrem por ano por falta de aleitamento materno. E não se pense que é só nos países do terceiro mundo. Mesmo nos países industrializados muitas mortes se poderiam evitar com o aleitamento materno.

Desde 1991, a Organização Mundial de Saúde, em associação com a UNICEF, tem vindo a empreender um esforço mundial no sentido de proteger, promover e apoiar o aleitamento materno.

As recomendações da Organização Mundial de Saúde relativas à amamentação são as seguintes:

  1. As crianças devem fazer aleitamento materno exclusivo até aos 6 meses de idade, ou seja, até essa idade, o bebê deve tomar apenas leite materno e não se deve dar nenhum outro alimento complementar ou bebida.
  2. A partir dos 6 meses de idade todas as crianças devem receber alimentos complementares (sopas, papas, etc.) e manter o aleitamento materno. As crianças devem continuar a ser amamentadas, pelo menos, até completarem os 2 anos de idade.

 

 O aleitamento materno protege as crianças de:

  • Otites
  • Alergias
  • Vómitos
  • Diarreia
  • Pneumonias
  • Bronquiolites
  • Meningites

 

Além de:

  • Melhora o desenvolvimento mental do bebê;
  • É mais facilmente digerido;
  • Amamentar promove o estabelecimento de uma ligação emocional, muito forte e precoce, entre a mãe e a criança, designada tecnicamente por vínculo afetivo.
  • Atualmente, sabe-se que um vínculo afetivo sólido facilita o desenvolvimento da criança e o seu relacionamento com as outras pessoas;
  • Melhora a formação da boca e o alinhamento dos dentes.

 

Amamentar tem vantagens também para a mãe:

  • A mãe que amamenta sente-se mais segura e menos ansiosa;
  • Amamentar faz queimar calorias e por isso ajuda a mulher a voltar, mais depressa, ao peso que tinha antes de engravidar;
  • Ajuda o útero a regressar ao seu tamanho normal mais rapidamente;
  • A perda de sangue depois do parto acaba mais cedo;
  • A amamentação protege do câncer da mama e de ovário que surge antes da menopausa;
  • A amamentação protege da osteoporose;
  • As mulheres que amamentam demoram mais tempo para ter menstruações, por isso as suas reservas de ferro não diminuem.

 

Deixo a dica da cartilha produzida pelo Senac SP sobre amamentação.

 

Fontes de pesquisa:

Costa  RSS,  Carmo  MGT,  Saunders  C,  Jesus  EFO,  Simabuco  SM,  Paiva  F. Níveis de ferro, cobre e zinco em colostro de puérperas adultas de recém nascidos  a  termo  e  pré-termo,  segundo  variáveis  maternas  e socioeconômicas. Rev. Bras. Saúde Mater. Infantil; 2002. 43-50.

Febrasco. Aleitamento Materno: manual de orientação. São Paulo. Ponto. 2006. P- 83

Paraná SMS. Promovendo o Aleitamento Materno. In: Kurino ED, Boécio M, Martins RS. O Papel do Enfermeiro na Orientação da Amamentação [online]. 2005.

Parizoto Giuliana M., Parada Cristina M. G. de L., Venâncio Sônia I., Carvalhaes Maria Antonieta de B. L.. Tendência e determinantes do aleitamento materno exclusivo em crianças menores de 6 meses. J. Pediatr. 2009 June; 85(3): 201-208.

Secretaria  de  Políticas  de  Saúde.  Área  Técnica  de  Saúde  da  Mulher, Ministério  da  Saúde.  Parto,  Aborto  e  Puerpério:  assistência humanizada à mulher. Brasília (Brasil): Ministério da Saúde, 2001. P. 135-139

Secretária de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da Criança. Ministério da saúde. Nutrição Infantil: aleitamento materno e alimentação complementar. Caderno de Atenção básica, nº23. Brasília(Brasil): Ministério da saúde, 2009.p.11

http://www.leitematerno.org

http://www.unicef.org/programme/breastfeeding/baby.htm

http://www.amigasdopeito.org.br