Alguns exames que são realizados no recém-nascido

Postado em 9 jun, 2013 - Dicas Gestantes, Dicas Mamães
Fonte: http://www.sxc.hu/

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Cada vez mais amplos, os exames feitos logo após o nascimento do bebê ajudam a detectar precocemente doenças que não costumam apresentar sintomas imediatos, mas comprometem a saúde já nos primeiros meses de vida. Na rotina das maternidades, o recém-nascido passa por exames obrigatórios e outros que não são de praxe em todas as instituições, mas que podem ser solicitados pelos pais. Veja alguns detalhes sobre os exames e o que eles indicam.

1- Teste de Apgar

Trata-se de um método simples e eficiente de medir a saúde de seu recém-nascido e de determinar se ele precisa ou não de alguma assistência médica imediata. Ele é rápido, indolor e, certamente, vai tranquilizar você. Na verdade, é bem possível que o médico faça a avaliação do bebê sem que você nem note. A maioria das crianças nasce em boas condições de saúde, mas, caso seu recém-nascido precise de algum auxílio médico, será melhor saber o quanto antes para começar o tratamento.

Um minuto após nascer e novamente aos cinco minutos de vida fora do útero, seu bebê será avaliado da seguinte forma: a) frequência cardíaca; b) respiração; c) tônus muscular; d) reflexos; e) cor da pele.

Cada um destes itens recebe uma nota entre 0 e 2 para se chegar a um total geral. Grande parte dos recém-nascidos recebe entre 7 e 10, não requerendo nenhum tratamento imediato, como, por exemplo, auxílio para respirar.

Avaliação entre 8 e 10 mostra crianças em estado de saúde de ótimo a excelente, que provavelmente não vão precisar de cuidados extras; entre 5 e 7 indica estado regular e pode haver necessidade de ajuda de aparelhos para respirar. O médico talvez massageie vigorosamente a pele do bebê ou dê a ele um pouco de oxigênio; e abaixo de 5 aponta bebês em condições que exigem auxílio médico especial.

Contudo o teste de Apgar não prevê problemas de saúde futuros. A vantagem do teste é sua simplicidade: ele é facilmente realizado e mede com rapidez e precisão a saúde de um bebê nos primeiros momentos da vida fora do útero, nada mais, nada menos.

Fonte: Google Imagens

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2- Teste do pezinho

A primeira medida na prevenção do bebê é tomada já na maternidade, durante o “teste do pezinho”. Consiste na coleta de sangue do calcanhar do recém-nascido. Os serviços de saúde, públicos ou particulares, oferecem a triagem de três formas: básica, mais e super.

A triagem básica contém três diagnósticos: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito e anemia falciforme. A fenilcetonúria é uma doença associada a excesso de um aminoácido no organismo do bebê e pode levar à deficiência mental. O mesmo vale para o hipotireoidismo, déficit na produção de hormônios na glândula tireoide.

O teste do pezinho “mais” oferece outras sete informações sobre possíveis doenças como toxoplasmose congênita e deficiência de G6PD, enzima que protege os glóbulos vermelhos contra oxidação.

Com o teste “super”, o organismo do bebê é analisado na detecção de 46 patologias, entre doenças relacionadas ao nível de aminoácido no corpo, defeitos no metabolismo de ácidos graxos (gorduras) e excesso de ésteres nas mitocôndrias. Tanto o exame “mais” quanto o “super” costumam ser oferecidos por serviços mais especializados, entre eles o da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE).

Teste do Pezinho Padrão
1.    Fenilcetonúria
2.    Hipotireoidismo Congênito
3.    Doenças Falciformes e outras hemoglobinopatias
4.    Hiperplasia Adrenal Congênita
5.    Fibrose Cística

Teste do Pezinho Super
1.    Fenilcetonúria
2.    Hipotireoidismo Congênito
3.    Doenças Falciformes e outras hemoglobinopatias
4.    Hiperplasia Adrenal Congênita
5.    Fibrose Cística
6.    Galactosemia
7.    Deficiência da Biotinidase
8.    Aminoacidopatias

Teste do Pezinho Ultra
1.    Fenilcetonúria
2.    Hipotireoidismo Congênito
3.    Doenças Falciformes e outras hemoglobinopatias
4.    Hiperplasia Adrenal Congênita
5.    Fibrose Cística
6.    Galactosemia
7.    Deficiência da Biotinidase
8.    Aminoacidopatias
9.    Toxoplasmose congênita
10.  Rubéola congênita
11.  Citomegalovírus  congênito – CMV
12.  Sífilis Congênita
13.  Chagas Congênita

Hiper Teste do Pezinho
1.   Fenilcetonúria
2.   Hipotireoidismo Congênito
3.   Doenças Falciformes e outras hemoglobinopatias
4.   Hiperplasia Adrenal Congênita
5.   Fibrose Cística
6.   Galactosemia
7.   Deficiência da Biotinidase
8.   Aminoacidopatias
9.   Toxoplasmose congênita
10. Rubéola congênita
11. Citomegalovírus  congênito – CMV
12. Sífilis Congênita
13. Chagas Congênita
14. Leucinose ou Doença da Urina de Xarope Bordo
15. Hipermetioninemia
16. Homocistinúria
17. Tirosinemia
18. Acidúria Argininosuccínica
19. Argininemia
20. Citrulinemia
21. Acidemia Propiônica
22. 3-Metilcrotonilglicinúrica
23. Acidemia Glutárica Tipo I
24. Acidemia Isovalérica
25. Acidemia Metilmalônica
26. Acidemia Hidroximetilglutárica
27. Deficiência de Acetoacetil-CoA Tiolase Mitocondrial
28. Deficiência Multipla-CoA Carboxilase
29. Deficiência de 2-Metilbutiril Glicinúrica
30. Acidúria Isobutírica
31. Deficiência de 3-Metilglutaconil-CoA Hidratase
32. Acidemia Malônica
33. Deficiência de Carnitina Palmitoli Transferase Tipo II (CPT II)
34. Deficiência de Carnitina Primária
35. Deficiência da Desidrogenase de Acil-CoA de Cadeia Muito Longa (VLCAD)
36. Deficiência de Desidrogenase de 3-Hidroxiacil-CoA de Cadeia Longa (LCHAD)
37. Deficiência de Desidrogenase de Acil-CoA de Cadeia Média (MCAD)
38. Deficiência de Desidrogenase de Acil-CoA de Cadeia Curta (SCAD)
39. Deficiência de Desidrogenase de Múltiplas acil-CoA (Acidemia Glutárica Tipo II)
40. Deficiência de Carnitina Palmitoil Transferase Tipo I (CPT I)
41. Deficiência de Carnitina/ Acilcarnitina Translocase (CACT)
42. Deficiência da Desidrogenase de Hidroxiacil-CoA de Cadeia Média e Curta (M/SCHAD)
43. Deficiência de Proteína Trifuncional
44. Deficiência de 2,4 dienoil-CoA Redutase

3- Teste do olhinho ou Reflexo vermelho

O teste do olhinho também é feito na maternidade. Durante o exame, um feixe de luz é lançado nos olhos do recém-nascido de forma inofensiva. Caso o reflexo seja vermelho, como é comum em fotografias tiradas com flash, o olho é sadio. Se o resultado for branco, o bebê pode ter catarata congênita, uma doença que afeta o cristalino do olho, estrutura vital para o foco e visualização correta das imagens lançadas na retina.

 

Fonte: Google Imagens

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4- Teste da orelhinha ou triagem auditiva

Um fone de ouvido é colocado nas orelhas do bebê durante 5 e 10 minutos, enquanto a criança dorme. Estímulos sonoros são emitidos e a captação de eco produz um gráfico em computador. O médico analisa esses dados e verifica se o recém-nascido apresenta problemas como surdez e otite secretora. Deficiências auditivas detectadas cedo facilitam a reabilitação e a aquisição da fala. É obrigatório nos hospitais públicos e costuma ser oferecido também nas instituições privadas.

Fonte: Google Imagens

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5- Teste do coraçãozinho

O teste do coraçãozinho pode até salvar a vida de bebês que nascem com defeitos cardíacos. Trata-se na verdade de uma pulseira que mede a concentração de oxigênio no sangue e que detecta problemas no coração antes mesmo de aparecerem sintomas e leva menos de 5 minutos. Geralmente, um a cada 130 bebês pode apresentar alterações cardíacas congênitas, como buracos entre as câmaras do coração e defeitos na válvula cardíaca. O problema é que esse teste é pouco difundido no Brasil. No entanto, caso os pais queiram, o filho pode ser submetido ao exame.

A descoberta precoce de problemas cardíacos congênitos é muito importante para a realização de cirurgias rápidas e precisas. Sem esse teste o bebê pode receber alta sem que as anomalias congênitas do coração fossem encontradas, o que poderia agravar sem auxílio médico.

Fontes de pesquisa:
GOMES, MT; SILVA FILHO, LVF.(2010). A bíblia do bebê: seu guia completo para os cuidados com o bebê do nascimento aos 3 anos de idade. São Paulo:CMS Editora